Elizabeth Gaskell

     

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Norte e Sul: North and South

   
Elizabeth Gleghorn Gaskell (1810-1865) nasceu em 29 de setembro de 1810 em Lindsay Row, Chelsea, da união entre um ministro unitário e de uma filha de fazendeiro do condado de Sandlebridge, próximo a Knutsford in Cheshire. Aos 13 meses ficou órfã de mãe, sendo criada por sua tia, Hannah Lumb, cuja autora a considerava mais que uma mãe verdadeira.

Aos quatro anos, seu pai casou-se com Catherine Thomson, irmã do pintor escocês William John Thomson, que pintou um famoso retrato de Elizabeth em 1832. No mesmo ano, Elizabeth se casou com William Gaskell, indo morar em Manchester, onde o marido era ministro assistente da Capela de Cross Street e onde desenvolvia trabalhos filantrópicos e benemerentes junto à população mais pobre da cidade. Em Manchester, Elizabeth teve contato com os contrastes sociais e econômicos da cidade e com a sociedade literária e filosófica da região. Manchester era sinônimo de desenvolvimento econômico e de desigualdade social, o que levou Friedrich Engels descrever seus bairros operários em sua obra de 1844, “As Condições das Classes Trabalhadoras na Inglaterra”.

William e Elizabeth Gaskell tiveram quatro filhas e um filho, William, que morreu de escarlatina. Como distração por sua perda, seu marido lhe sugeriu que começasse a escrever, como modo de aliviá-la da dor da perda. Entretanto, foi fora dessa intensa dor pessoal que seu primeiro romance foi escrito, “Mary Barton – Um conto da vida de Manchester, publicado anonimamente em 1848 e que produziu grande impacto tanto junto à crítica quanto ao público leitor. Devido ao realismo social apresentado em seu texto, “Mary Barton” chamou a atenção do escritor Charles Dickens, sendo que foi por sua intercessão que seus próximos romances foram publicados. Com o auxílio de Dickens, Elizabeth Gaskell tornou-se popular, especialmente por escrever histórias de mistério e terror, apesar da distância dessas com relação à sua produção social.

Suas relações com Dickens, apesar de vários pontos em comum, sobretudo com relação aos temas de seus principais romances, passaram por momentos de conflito, principalmente em suas relações pessoas e dado a genialidade dos dois escritores. Em uma ocasião, Dickens chegou a confidenciar ao seu editor que agradecia aos céus por não ser o marido de Elizabeth.

Elizabeth Gaskell era uma perspicaz observadora das relações humanas, especialmente entre os trabalhadores das indústrias de Manchester e das regiões rurais de onde ela era oriunda. Essa característica própria lhe valeu como uma grande ferramenta na construção de seus personagens e das relações entre os diversos núcleos dentro de cada romance. Seu círculo de amizade também lhe possibilitou uma análise profunda das relações humanas, sendo que Charlotte Brontë, John Ruskin, Carlyles, Charles Kingsley e Florence Nightingale frequentavam sua casa.

Entre suas obras, Elizabeth Gaskell se destacou pelos romances RUTH (1853), NORTE E O SUL – NORTH AND SOUTH (1855), O PRIMO PHILLIS (1863), OS AMORES DE SYLVIA (1863) e, finalmente, seu romance considerado como sua obra-prima ESPOSAS E FILHAS (1866), que foi deixado sem concluir em virtude da morte da autora em 12 de novembro de 1865, por falência cardíaca. Deixou também uma biografia amplamente aclamada da vida de sua amiga Charlotte Brontë. Ao longo do século 20, a produção literária de Elizabeth Gaskell foi considerada fora de moda e muito provincial, mas hoje é considerada pela grande maioria da crítica especializada como um dos grandes nomes da literatura vitoriana britânica. Recentemente, análises mais profundas têm tentado delimitar as tênues fronteiras entre ficção e realidade dentro dos romances de Elizabeth, o que consequentemente tem levado ao um crescimento maior do interesse do público geral sobre a produção dessa grande escritora britânica do século 19.
   
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