Vasco Graça Moura nasceu no Porto em 1942. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1966 e iniciou uma carreira política em 1974. Fou eleito deputado ao Parlamento Europeu, em 1999; vivendo, desde então, entre Lisboa e Bruxelas.
É colaborador de jornais, revistas e de canais de televisão. Tem muita de suas obras traduzidas para italiano, francês, alemão, sueco e espanhol. Para lá da poesia e da prosa, é autor de numerosos ensaios, alguns deles premiados, e de excelentes traduções literárias.
Vasco Graça Moura destacou-se publicamente como consagrado tradutor da Vita Nuova, da Divina Comédia de Dante e Sonetos Completos, de William Shakespeare.
A sua obra iniciou-se em 1963, com o título Modo Mudando, a que se seguiram O Mês de Dezembro (1977), Instrumentos para a Melancolia (1980), A Variação dos Semestres deste Ano; 365 Versos (1981), Nó Cego, o regresso (1982), Os Rostos Comunicantes (1984), A Sombra das Figuras (1985), A Furiosa Paixão pelo Tangível (1987), O Concerto Campestre (1993), Sonetos Familiares (1994), Poemas Escolhidos 1963-1995 (1996), Poemas com Pessoas (1997), Uma Carta no Inverno (1997, Prêmio de Poesia APE/CTT de 1997) e Retrato de Francisca Matroco e Outros Poemas (1998).
Entre os seus ensaios encontram-se David Mourão-Ferreira ou a Mestria de Eros (1978), Camões e a Divina Proporção (1985), Os Penhascos e a Serpente e Outros Ensaios Camonianos (1987), Várias Vozes (1987), Retrato de Isabel e Outras Tentativas (1994) e Contra Bernardo Soares e Outras Observações (1999).
Na sua vasta obra encontramos igualmente obras de ficção, entre as quais Quatro Últimas Canções (1987), Naufrágio de Sepúlveda (1988), Partida de Sofonista às Seis e Doze da Manhã (1993) e A Morte de Ninguém (1998).
Escreveu, ainda, uma peça de teatro (Ronda dos Meninos Expostos, 1987), um diário (As Circunstâncias Vividas, 1995) e crônicas (Papéis de Jornal, 1995). Em 2000, publica Poesia 1997-2000, seguido do romance Meu Amor, era de Noite (2001).
Recebeu os seguintes prêmios: Prêmio de Tradução Calouste Gulbenkian, da Academia das Ciências de Lisboa, 1979; Prêmio de Poesia Cidade do Porto da Câmara Municipal do Porto, 1982; Prêmio Rodrigues Sampaio, da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto, 1985; Prêmio Município de Lisboa e Prêmio Jacinto do Prado Coelho, da Associação Internacional dos Críticos Literários, 1986; Prêmio Município de Lisboa, 1988; Prêmio de Poesia do P.E.N. Club, 1994; Prêmio Pessoa, em 1995; Grande Prêmio de Tradução do P.E.N. Club, 1996; Prêmio Eça de Queirós da Câmara Municipal de Lisboa e Medalha de Honra do Conselho de Cascais, 1997; Medalha de ouro da cidade de Florença, 1998; Grande Prêmio de Poesia da APE, 1999. |